terça-feira, 24 de abril de 2012

O sonho capitulo 7

                                                           

                                                                  Capítulo sete



 Um jovem, que por ali passava e com a atenção voltada para revistas e livros que garimpava, apanhou o volume descartado pelo o menino. e folheando páginas, aproximou-se do grupo,
dentre eles, conhecia alguns.
Adquiria das mãos de catadores ali mesmo ou em depósito de recicáveis— mais em conta que em sebos da cidade.

                                               ( edição reformulada)
                                                                                                       .( imagem ilustrativa) Foto: Célio Silva
    O lixo se espalhava por todo o descampado atraindo  moscas, ratos, baratas, urubus e cães famintos, com aquela gente maltratada em meio ao descarte, que garimpava recicláveis alguma coisa que lhes pudesse render o sustento, amenizar  necessidades, carências de cotidiano...umpar de tênis, peça qualquer de roupa, sandália de dedo, ainda em condições de uso, etc.
 




Conexões hidraulicas aproveitaveis, livros e algumas revistas, o sald do jovem que folheia, separa, reserva ou descarta. Enquanto recolhem separam e acondicionam achad
os, catadores conversam, brincam e pilheriam, ele os observa, abduzido por questões fora de sua alçada, influência do aleatório de observações em detrimento de si mesmo, da própria realidade.
 Um incorrigivel sonhador,..imaginava e de problemáticaes em sociedade, o descarte, e para além do lixo,  seres humanos, que na base de poderosa indústria, a da reciclagem, sobrevivem em atividade insalubre, sem direito algum.


 s








  

O Sonho capitulo 4

   ...Continuamos  a caminhar, recolher e separar amostras, descartadas  ao longo do trajeto em cestos e composteiras, de que se apurava, era separado, acondicionado a parte  e catalogado...atravessamos por um setor  estufas climatizadas, pela combustão de biomassa: um setor climatizado, extenso...e adentramos por um campo, cerrado, savana, com arvores e arbustos de pequeno porte, uma saroba que a medida que avançavamos, adensava, encorpava em pequeno bosque, observei, como antes houvera observado, de controle biológico e, alí ao natural, embora que de evoluído grau: experiências...pássaros em variedade...pequenos animais...
Elaboravam se em todo o complexo, pesquisas em biomecânica natural, princípios eram adaptados e fatorados de aglutinação de elementos e provimentos para uma reprodução biológica de condições para a diversidade em ambiente inóspito, estéril, como do cinturão de asteróides em que se encontrava o complexo, em fase de reprodução  e consolidação ,de projeto  e pesquisas, alí, onde estavamos, em avançado estágio, induzido,de cadeia  natural... 

Giz cera
 Gabriel falou de sua gente, de sua terra e costumes, de regiões, povos e crenças falou de guerras, uma maior e abrangente, por trás de todas elas segundo Maxuell.e que trava se de esferas, no âmago da criação e seres humanos...
Perguntou sobre a terra, relatei o melhor que podia, sobre o meio e condições naturais, nações e povos, questões sociais, crenças...

 A medida que avançavamos, abria se a nossa frente uma clareira com arvores esparsas e relva verdejante, em meio a árvores, espalhados em atitude contemplativa, pessoas em grupos ou solitárias, assentadas, caminhando, ritmicamente com dançasse, exercitando...no centro da clareira, adiante, jorrava uma fonte, engastada em adornado obelico a volta abaixo,com arte e esmero, arranjo de reinos da natureza, brotando acima e de ombros graciosamente inclinados de quatro ninfas, cântaros, que alimentam a fonte...Sobre o obelisco, enorme e cintilante cristal em forma de gota por um raio atravessada e iluminada, pelo vento, catavento, fustigada...
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Como do pé arranjo brotasse, de três pontos, sobreposta estrutura, que se alarga a volta,para o alto e copa, a visão e impressão de um redemoinho em movimento e que não impede de  visão a estrutura, átomos, fragmentos, como tangidos no vento, e raios em que de visões e clarões alternam, do cristal que cintila,reverbera em filamentos,de momentos, átomos em movimento, fragmentos e no interior de cada átomo, como de escrita antiga, remota, caracteres ...
A refração de luz que do cristal  rescendia em contato com gotículas de água da neblina que subia, formava, esboçava em prisma natural, o arco íris, um grupo, extasiado, de proximidades meditava, aproximamos, Maxuell, com um aceno os cumprimentou, seguido de Gabriel e depois com efusividade, alguns que conheciam...soube, depois de apresentado, de conversas que presenciei e exclarecimentos que havia gente de diversas procedencias em toda a parte do complexo e ademais, de competencias e aprendizado. 


Retornariam um dia e de olvido e inconsciente bagagem serviriam e de propósitos em sua terra de origem e interna guerra que se trava e de matéria que extrapola, de valores que distorce, princípios que  arremeda,superficialmente, conquanto de essências  nega...fatôres e propensões a soma, não se trata de manipulações, intervenções diretas, em que o livre arbítrio e de  evoluções afeta...
     Dirigimos nos, eu os acompanhando, até  um grupo mais afastado e a volta de uma altiva moça que denotava sobre eles, influência, autoridade... o agridoce aroma da clareira, que rescendia, tornara se mais acentuado

Apresentado omo um nosso visitante, depois de efusivos cumprimentos entre eles,  assentamos a roda e volta da palestrante, moça relativamente jovem, branca, olhos claros e enigmáticos, rosto ovalado, emoldurado por um dourado farto, quase a alvura, contido de lados, em  longas e trabalhadas tranças que lhe caiam sobre talhe esbelto, recoberto, por elegante fato em duas peças e de aspecto medieval, ...

Pediu que inspirassemos profundamente e a medida que fossemos expirando lentamente, dissociassemos de ego, afastando nos, espraiando, como de estados de matéria decomposta a volta, integrando nos, o sopro, o vento e movimento, vendavais de partículas trabalhando, compondo e executando em divina partitura o verbo impresso na diversidade, sob a batuta de átomos...
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Orientou que reportassemos, enfocando, mentalizando  recanto, que peculiarmente nos fosse agradável,  fez que me transportasse, de imagens que evoquei, a lagoa bonita, em arredores de Panaltina Df...vi me no interior de canoa contra o vento intenso que açoitava o junco, vigorosamente remava, a proa levantava, caia, batia na água e eu prosseguia, o barraco a beira, na chegada a lagoa, distinguia, crescia, junto com a silhueta de duas pessoas, que escrutinavam no horizonte o ponto, da canoa que avançava, eu poderia te-la abandonado, a uma margem qualquer, em moita de junco afundada, como de costume, para um posterior resgate e pesca, mais não conseguia, haviamos "emprestado" de margem e barraco fechado, atravessamos para outra margem da lagoa e passamos a noite, o amigo desistiu da pesca que estava boa,com dores de dente, foi embora, eu acabei ficando, passando a noite, pescando, e agora eu  retornava com a canoa, para devolver,deixar onde estava, e "emprestamos"  ,..
Porque fazia isto, remando perigosamente contra o vento, o que me esperava, estariam, com certeza furiosos...o remo cortava água, o vento e junco que dobrava, a proa que ora levantava, caia, batia na água, avançava, o barraco com as silhuetas que esperavam, crescia...porque não a abandonei em um ponto qualquer, como anteriormente, de costume...não conseguia... fui me aproximando, aportando...eles de encontro, pedi desculpas, disse  que encontrara solta,a margem, o barraco fechado, não havia ninguém...ouvi que não deveria ter feito aquilo, errara de ter  agido daquela maneira, mais como  a trouxera de volta,  por aquela vez desculpariam... brotara a ética,o princípio germinara, peguei o trilheiro de volta para casa, caniço na mão, embornal pesando, a consciência leve como a brisa, flutuando, remando ,...
                                                                                                    pt.dremstime.com
Águas emendadas, lagoa bonita, nascente, fonte, umbigo que alimenta rios, bacias: Araguaia, tocantins, platina, em confins do cone sul da América... nasci as margens do Paranaiba e ali agora, na fonte, que tornara se, antes de patrimônio pela Unesco tombado, um de meus locais prediletos de pesca...as veias da terra, a seiva que por ramas se estende , no coração da América... elemento, fomento, em têmporas do tempo, a madre que desperta, no seio, veio e peito em que a vida pulsa: ideais adormecidos, distorcidos, de eventos, no tempo e descompasso de ciências do bem e do mal, em despreparos de conhecimento...

  Olhei para a diversidade natural em torno do princípio amalgamada, o cerrado  floría, polinizado  fluía, em cadeia natural, propendia para o equilíbrio, sob a égide da diversidade...não havia lixo ou desperdicio, tudo comia, defecava, crescia, reproduzia e morria, reprocessado, tornava, e de estados da matéria, a terra...fertilizada, que abria, recebia, aconchegava, do bico de ave e em frangalhos: a semente que caia...equilibrio, estabilidade, comum em diversidade...
                          todamatéria.com.br
No junto que o vento  varria, dobrava, revoluteava como  em galhos, ramas, meu rosto e cabelo, o mato rasteiro, fustigados por silvados, intercalados, por entrecortadas palavras sussurradas, transportadas de Leona...falava de umbigos e cicatrizes, auroras, adventos, roteiros e semeaduras, morte, fecundação e eclosão, renascimentos,  turbilhões e rotas, atalhos, portais no tempo...


Corredeiras, o córrego, imagens, cachoeira...e de retorno a fonte, água caindo... a reunião se agita e dissolve, adensa em torno de leona, depois aos pares, em pequenos grupos conversando, dispersa...Maxuell demora com Leona,afastam se...




  


O sonho capitulo 3

...Qual lógica, mecanica de configurações, nexo, ou ausencia de tudo isso embutiria  um sonho, quando de  momento para outro, muda se tudo, de ponta cabeça, configurações... caminhava, encontrei me dessa maneira, por amplo e extenso corredor de bordas ovaladas, o Marcelo já não se encontrava mais do lado comigo, sumira como surgira de sonho e pauta...                                                                                                            
                                                                              
                                                                            
                                                           
Transitavam pessoas no ir e vir, passavam por mim, em laterais, de quando em quando, abriam se ou fechavam portas, pessoas brotavam delas, surgiam, ou fagocitadas sumiam.                                              Acompanhei de perto um grupo que me pareceu simpático, o corredor meio que espiralava, subindo, vislumbrei a certa altura, deparei, adentrei me: imensa área aberta, recoberta por abóbada, transparente, luminosa. Um complexo de vias, construções e edificios que de certo modo convergiam e constituiam parte, anexo de estrutura ao centro, enorme, colossal, de aspectos... 

                                                                                                                                                                                                                                             
 @MargotEliseRobbie 
Vias oriundas de passagens no corredor que parecia costear de toda a área e complexo, digiriam  se para o centro do complexo e estrutura, ruelas suspensas, quase pode se dizer, conectavam se de vias, praças  edifícios e praças, parecia, como tudo a volta, interagir, demandar, convergir, para a grande estrutura  em  forma de hexágono ao centro e que  no topo abria se de conexões com a abóbada, espécie  de domo reluzente e transparente que recobria  o complexo, a estrutura e arredores ...
ucromatico.blogspot.com

Conectava, coordenava e mantinha sob controle o fluxo de entrada e saída de veiculos espaciais, de formato e volume, diversos...veiculos e artefatos que não tocavam o chão e transportavam pessoas e mercadorias, pareciam imantar se vias e deslocarem se por frequências...repeliam se de contato acidental, umas com outras e estrutura... 
Distanciara me do grupo, distraido que ficara de observações, absorto de contemplações caminhava e curioso, o quanto mais caminhava, parecia alargar se de espaço e horizonte, dei me de inseguranças, ter 
se afastado de rota que até então me sentia seguro, quis retroceder de caminho, voltar ponto, portal ou porta em que adentrara...                                                                                            
12dimensao.wordpress.com

    
 Por mais que de retorno e memória, rebuscasse de orientação imagens não  encontrei. tudo de horizontes a volta, aparentava novo desconhecido,  decidi  parar, olhar a volta, procurar ajuda, alguém que me orientasse... 
Logo mais de esquina, vislumbrei pessoas que conversavam alegremente, caminhei em direção o grupo e enquanto me dirigia abria se, de observação detalhes:
Praças, clareiras,terraços, aparatos com ramificações, interligados  em  estufas e cultivos que estendiam se confluencias de nivel, pessoas a volta fazendo anotações, trabalhando, monitorando...denotando extremado cuidado de cultivos, zelo, verdadeiro aparato a volta de cultivares de exótica aparência...caminhei em direção a uma de pessoas que que ali estavam ocupadas e me pareceu simpática, podava cuidadosamente espécie em floração, que de traços e aparência reportava a roseira, seccionava de ramos e pontas, nódulos, que separava... tudo era reaproveitado, nada se jogava fora. 


                                                                   agazeta.com.br 

|Acercando me de observações do trabalho que se fazia, cumprimentei, ele retornou de cumprimento, com a mão ocupada ...eu disse que gostava de plantas e que  aquelas eu não conhecia embora  não entranhasse de todo,percebia familiaridades.  Ele aparentava por volta de sessenta anos, tinha bons  dentes que se misturavam aos olhos  quando sorria, transparecendo de aspecto jovial,quando de entusiasmo, momentos, descontração e alegria ...

-  Experiencias com enxertia  se faz desde antiguidade remota e aqui, com maior  profundidade e intensidade, disse ele...intentamos copiar e acelerar da natureza processos, experiencia nossa, coletamos de remotas regiões, de quadrantes diversos, amostras...razão de familiaridades em diversidade, por mais diferenças em profusão de adventos encontre, pontosdo encadeamento de linhas em que a similaridade aponta...amálgamas no burilo de almas, em encontros e desencontros...


                                                                   Evandro Lopes

Enquanto ouvia tateava  entre os dedos o relevo de  uma pétala de exótica flor, que apanhara solta, lembrava o grafiato...a diversidade é a grande e perene riqueza, obra da natureza que se  renova de processos e mão de obra,aleatória, inconsciente...olha a formiga que corta e transporta para galerias de  toca, abelha que poliniza a flor e volatiza o mel, vôo a vôo o passarinho esparge com o biquinho, proventos para o sustento de ninhos...contrato social e natural perfeito, embora de evoluções afeito...

                    Ciclovivocom br



                                                                         
                                      
Em contraste com a simplicidade, a estrutura bio botânica avançada de fazendas do complexo que se estendia  por arrebaldes e contrafortes do grande,  parcialmente suspenso e interligado corredor via edificações ao centro e cúpula do experimento  engastado, adaptado em asteróide, de coorbitação com planeta primitivo... 



     Inicialmente concebida como base, entreposto de coleta e armazenamento, expandira se com  presença de biólogos, cientistas e estudiosos de áreas diversas em laboratório de pesquisas, complexo de experimentos, em biosfera a partir de então, induzida, adaptada e engastada na rocha outrora inóspita do asteróide, que agora florescia,,,
Paradoxo de armonizações em natureza, conhecimento e simplicidade em toda a parte, absolutamente tudo, reaproveitado, reciclado, resíduos de toda a natureza coletados, transmutavam se de fertilizantes, energia  que ventilava, refrigerava, iluminava ou aquecia de estufas e campos do bio complexo de produção e experimentos..,  
Um regato escavado, que afluia de água armazenada na rocha, com incipiente cultivo ciliar as margens, alimentado e alimentando ao longo do trajeto  através de canais que fluiam  e refluiam de contenções interligadas subterrâneas  e a céu aberto com passagem por cultivo, edificações e tratamento...


- Entre nós seres humanos a interação destoa de natural em diversidade, fatores como a desigualdade  e a exploração de fracos pelo forte, arrisquei, predomina de meios termos,  o relativo de conjugações do verbo convir, de interesses do poder e força,sacrificio e privilégio, dualidade dentre nós essa, perversa, de sistemas de lado, o nosso, que prescrevemos e defendemos com unhas e dentes, a propria alma...
  
- Vem de primórdios, de embaraços do advento e conhecimento de ciências do bem e mal,disse ele, de  diáspora da inocencia e sentimento interno da imprudencia de escolhas e apreensões por caminhos,de  semeaduras, de  construções e elaborações de próprio destino...tudo remete a princípios, procuramos de origens no desconhecido...traços de um roteiro (explanando as mãos, sobre o horizonte de canteiros) que nos reconduza...do principio para o principio, roteiro e de escolhas, aprendizado...o Alfa e o Ômega...reporta de composições da diversidade e matéria portanto , um sentimento de familiaridade por vezes experimentado perante o desconhecido. 
 
- E acaso lograssemos  atingir, chegar ao principio de todas as coisas, provoquei, o que de respostas, encontrariamos...                                                                                                   
Danielle Camargo Blog
Uma outra e provocativa indagação de seu mundo: o que  primeiro, o ovo ou a galinha...rimos...

Apontando vielas disse - são tantos os caminhos  quanto, razões, conceitos, teorias, opiniões, convergências e divergências em estradas, por bifurcações, encruzilhadas, desvios...que de eclusas em que de razões comporta, se abrem ou rompe a porta,  depara se, com a incógnita...ó pedra, que morro acima rola...

Caminhou e eu o acompanhei,até um grupo que recolhia, separava e catalogava resíduos, examinou com evidente satisfação, o material recolhido, caminhou de um canto para outro examinando, instruindo, cobrando e aprovando...dirigiu se até um rapaz que procedia anotações, demorando com ele....

O complexo e admirável obra de engenharia, fundia se, como de inóspita rocha brotasse e povoasse de de arte e vida, a   incrustrada semente, regada, com o esmero do afeto trabalhada e que espalhara de ramos, que florescera e frutificara. A estação espacial, complexo experimental em bio diversidade, base de incursões e logistica em relação o quadrante e planeta primitivo...artificialidade e a  naturalidade,  conhecimento e a  simplicidade, expressão e moldura...

 A natureza do projeto que pude compreender um pouco mais com o retorno do pesquisador e supervisor de áreas Maxuell, acompanhado de Gabriel, o rapaz da pracheta e que acenara que me juntasse a eles. caminhando, recolhendo de substratos amostra,observando...tudo o que era recolhido, acondicionava se e catalogava para posterior análise. 
A luz e o calor do sol, a biomassa e movimento, constituiam a matriz energética de todo o projeto e empreendimento...controlava o arejamento, a temperatura e iluminação do complexo aberto e de estufas, a movimentação hidraulica de aspectos naturais e o domo de proteção e cobertura.
Intentava se produzir, induzir, uma atmosfera sustentável, com a implantação de fatores, inclusive em relação ao domo  com a quebra de particulas de oxigênio na produção de ozônio...
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Maxuell havia dito que as chaves da ciência, de modo latente,encontram se presentes na obra da criação e  natureza, apontara, o reflexo de luz em águas, que tremeluzia no rochedo: o cinema disse ele, a fotografia...cumpre delas, apreender em diversidade para  reproduzir a diversidade,do todo para todo e bem comum, de ciências, de trabalho com elas e convergèncias...

Prestativo e taciturno foi a impressão que tive do Gabriel. moreno, rosto triangular, cabeleira negra e farta, nariz adunco e olhos altivos, penetrantes... fazia que me reportasse a uma gravura inca ou maia, que observara... cobria se em partes  com  vestimenta confeccionada artezanalmente em couro e adornada com miçangas.. trazia rústico embornal de couro, a tiracolo, no dorso ...enquanto caminhavamos eu o observava e arriscava  uma e outra pergunta sobre  o material  recolhido, ele  respondia com poucas palavra,s sempre, perguntei de onde viera...É  uma longa e conturbada história, para descrever de onde venho, como e o porque  de aqui estar, trabalhando, intruindo me, preparando como muitos outros, para retorno...

O colete de couro, de ave pré histórica, ou coisa parecida creio eu,  adornado com penas, plumas em broquéis, de arranjo com miçangas de moluscos, em ambos os lados do colete aberto,que deixava transparecer emoldurada  pelo sol, uma ave em pleno voo, símbolo  de sua gente, tatuada no peito. 

Falou de uma cordilheira, de rios,  florestas e lagos, um grande vale com arvores gigantescas, falou de seu povo, de habitações e fortificações que construiam sobre elas e escarpas de roche dos um adaptado de cavernas e arquitetura, para abrigo, proteção edefesa contra predadores e potenciais inimigos... de  enormes aves que capturavam em savanas ou do alto de escarpas em ninhos e que desde filhotes adestravam  para o voo e cavalgaduras,  e que numa destas por cavernas e desfiladeiros em busca de ninho, deu se e não sabe como, por meandros do complexo...

Maxuell que até então permanecera calado, absorto de atividades, falou: ... Fatôres no acaso, coerência de espaço, momento e de mobilidades no tempo, configurações do inexplicável...faz que reportemo nos
da ocorrência de portais: em sonhos durante o sono... em projeções do espirito que desencarna, no Edem e diáspora da inocência etc...a de supor então, de dualidades na obra grandiosa da criação e conjunção de fatôres, manifestação física, em configurações da matéria ...
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-Configurações do inexplicável... mecânica...provoquei, poderia encontrar se no milagre dinâmica...
-Em toda a parte, disse ele, na semente que germina, abrolha,toma corpo, forma e estende se de galhos a copa e de entreveros por e no espaço e tempo, com esmero, o tecido ninho, o ovinho queo bico do passarinho que gulosamente sorve, absorve e depois chilreia, voa, semeia...a mecânica do milagre acontece a todo momento, em toda a parte... 
 
 Apresentado a Maxuell, depois de muito perambular, por arredores do complexo, arredio, temeroso, Gabriel resolveu aproximar se, pedir orientação, ajuda, encontrou, trabalho,apoio, acolhimento...desde então preparava se, para eventual retorno, contactara outros em situação similar no complexo e periodicamente se reuniam, para trocar experiencias, traçar um rumo, convergencia de ações e propósito, com o conhecimento adquirido, queriam ajudar, aglutinar, reunificar os povos, fazer que  em torno de princípios convirjam e do esforço de todos, para uma comum estabilidade, inspirada de leis,  
 naturais e universais, adaptadas a realidade, que encontraram no complexo...Ouvia com especial interesse, relatos de meio que eu vivia, de observações que fazia sobre a nação e povos da terra e que de certo modo e proporções, salvo de elevadas esferas, em toda a parte  e de similitudes a condições interiores, como por Maxuell asseverado: refletia...

-O vento e o movimento em conjugações de verbo e tempo no sopro da palavra...espirais que  se formam e transformam, em toda a parte...
- Como no célebre quadro de Van Gogh, o noite estrelada, arrisquei...
-Juntam ingredientes, fatôres, assim como nós e misturam, falou, apontando para  um cesto com resíduos...
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 - Ó sim, Van Gogh, um gênio incompreendido em sua época, atormentado...talvez, por questões interiores, exaltado, que intentasse, talvez, de momentos... conturbados sentimentos, captar a vida, movimento...em traços, de frenético compasso, que beira a rebeldia, romper o lastro...inflar as velas...espirais no tempo e vento, circuitos... a dualidade...
- O que e o porquê, perguntei então: de circuitos, espirais  em toda a parte que se veja, contemple, reveja da grande obra da criação, momentos em dobras de tempo e sentimentos...no acaso...

De infinito em que contemples, disse ele, de cismares a quatro ventos em que  de adventos procura, desloque o centro, recolha, resgate  para dentro e de percepções, pressentimentos e apreensões, momento, responda: o que vê, o que sente, o que considera, pressente...


- O ermo de um conturbado campo...e encerrado nele o medo, de abandono, degredo...a inconstancia de enredo na inconstancia de clima que de ameno, para  temporal e de retornos a calmaria oscila..,de apatia a euforia, de insumos, da carência de rumos, permeada de desejos, frustrações e soterrada culpa, em desculpas de conduta e má escolha...A revolta que para fora se volta...baixa estima,    
 a cada esquina de rua, em que a verdade nua, aflora: auto piedade...arroubos de compensação do ego, delírios de grandeza e tristeza, de se achar em fraude...desencontrado, do que dizia e o que fazia, aflição e depressão, conflito...natureza curiosa a minha, dera por intoxicar me, embriagar, para de experiencias viver, aguçar, entorpecer de sentidos, de carências olvido e cobrança interna...ó incipiente torre, ao pé de conspurcada fonte, escorada com mentiras, em que se "equilibra" o ego...e de reflexo  esmaecido e   distorcido, que tremeluz de Narciso em conspurcada fonte.


- Que desolado o quadro que descreveu...disse Gabriel, enquanto despejava em composteira o cesto,como houve lidar com ele, sair, emergir, sem comprometer o tino...

-Desescorar a torre, desapear de ego, desentulhar e encarar a fonte, o choque, a culpa e fuga, o delírio, precisei de socorro, ajuda e quarentena, a boa leitura e mestres que nela eu encontrei...dei me de separar o joio e dele extrair lições, aprendizado como aqui se faz e  de boas escolhas cultivar o trigo...esperar e sonhar, mais o vento e de humores do tempo, espalhara, teimava de espalhar de joio que recrudecia sementes, brotava, eu arrancava, retirava, tornava a brotar e eu a retirar, até que começara a espaçar,  clarear recantos, enfraquecer, de reincidencias o joio...cair, levantar, tornar a cair e levantar de novo, lutar...descondicionar me de enraizado no tempo, cronificado...acusações persistiam, insinuações, zombarias, tormentas...  
 -É um campo de lutas, disse Maxuell, o primordial deles e mais importante, verdadeiro front, o conflito do espirito na matéria, repercute de esferas, entronizada guerra, de advento de conhecimento, em despreparo e pecado original: repercussões...e então, de clareados cantos, recantos, não encontrastes onde repousar, espairecer, esquecer a coisa toda...seguir em frente, como toda a gente...
                                                           
-Como eu fazia, intentava aos trancos e barrancos e não conseguia, doia, eu procurava sanar, compensar com "alegrias" buscava prazeres, embriagar me, entorpecia e a ferida lembrava, cobrava de processos e abcessos,abria...então o que fazer, dei me a ruptura, caminho interior de volta e auto correção, e a margem, ao pé da fonte, busquei de principios verdadeiros, universais, valores elevados, tracei a linha, sulcos de escavação e fundação, preenchi e prossigo, a cada tijolo ou pedra, reerguendo reparando brechas, e frestas, sobre base fidedigna, confiavel, verdadeira e singela, na rocha, ao pé da fonte, casamata em procelas, abrigo e tombadilho, quilha, vigia, ponte de comando, timão, e eu alí, grumete, consertando, esfregando o chão e aspirando a capitão, sonhando...olhando notas e rotas, o farol nas rocas...                                                                                          culturagenial.com

 
 A fonte conspurcada, atulhada, o navio na tormenta, embora escolho em  que se agarra, a inóspita herdade no ermo e desterro, dele, presentes nele e não sabe,o grumete aprendiz de marinheiro, de si mesmo forasteiro e que agora retorna, retoma a rota... quebrantado de quimeras, vicissitudes,recorda de casa paterna, de aconchegos, ensaia palavras, trabalho, ocupação,       emprego...tal qual o filho pródigo que desbarata o que lhe fora concedido, dissipa...declina de  reconhecimento e festa, quer tornar se útil, corrigir se, trabalhar...  

 
                                 ,

  


   

domingo, 22 de abril de 2012

O sonho capitulo 2

                                                                     A Ficção                                                                                                                                                                        

Algo na dinâmica das luzes... enquanto falava — e pausava — começou assim, pela percepção: de que as luzes ao redor começavam a alternar-se em velocidade crescente, fundindo-se num turbilhão que acelerava e, à medida que acelerava, reduzia os entornos, aproximava.

Passou-me, então, a imaginação — ou leseira — de que eu poderia estar no interior, ou no núcleo, de um poderoso dínamo em plena atividade, encaminhando-se para um inevitável desfecho.

E esse desfecho culminou como o disparo de um enorme flash.

Vi-me projetado, em meio ao turbilhão, como num mergulho interminável.                                                   
                                                                                                                                                            
                                                                            
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Cores, formas, sons e odores — tudo me passava ao redor, ampliado de percepções, numa exaltação dos sentidos. Ou talvez fosse a impressão de uma enorme tela surgindo do nada, aparecendo para absorver-me por completo — atenção capturada — como parte passiva, ativa, que integrava, mas não tomava parte.

Observando... via, sentia, auscultava, percebia formas, cenários que se sucediam.

E no firmamento, luzeiros em movimento — como na Noite Estrelada de Van Gogh — e era como se adentrasse a Via Láctea. Vi meteoros riscarem, de passagem, o horizonte da tela; artefatos descartados vagavam, exauridos de terem servido, entregues à própria sorte e à reciclagem de épocas e mundos que mais pareciam de sonho.

Fundiam-se, de modo inusitado: presente, futuro e passado — como vindas e idas, chegadas e partidas — espirais em roda onde o barro se amolda, em mãos de vento, de tempo e de movimento.

Sob o malho em bigornas, e água fria, resfria-se a forma — feita de humores, de vapores que exalam do forno e retornam, peculiares, como obra mal-acabada que ainda se burila, e é burilada, na roda da vida.

                                                                                                                                                           
                                                                                  

                   Vi torres que se erigiam, e afluía-se em torno delas o nomadismo. E, à medida que cresciam, mais atraíam, mais concentravam e abrangiam — dominando umas sobre as outras, cooptando ao redor.

Dentre todas as que se erguiam, conquanto crescessem, destacou-se uma — outra, distinta — sobre todas as demais, em intenções e proporções: pretendia atingir os céus, alcançar o ápice do poder sobre a diversidade de torres que se levantava, e sobre a multidão que afluía ao redor — povos e reinos da natureza — sobrepondo-se às divindades.

Ó colossal diversidade da obra natural, que se estende ao infinito...
Raças, credos, costumes, línguas, dialetos, cores, interesses — tudo sob o prisma da conveniência — numa intensa e ancestral batalha interior entre ciências do bem e do mal, manias e esquisitices, amalgamados, contidos, limitados e explorados desde o interior, a circunferência, os arrabaldes, a sombra de influências dessa torre colossal.

Torre imensa, que sobrepujara, dominara todas as outras — e ousara atingir os céus, igualar-se, sobrepor-se à divindade.

Mas implodiria...

Sob a pressão de lutas internas, corrupção e distorção — sob a égide ancestral e intensa das batalhas entre o bem e o mal, insufladas por conveniências laterais e interesses contrariados, por privilégios e exploração, por escravização dos mais fracos, por degradação moral, decadência e insolvência...

Fato este que se repetiria, ao longo da história e da trajetória das torres imensas do ego humano — erguidas entre capacidades e necessidades, virtudes e defeitos, interesses e conveniências.                                                                          fr.Athanasius Kircher, reco...pinterest
                                                       
                                                                                    
                                                                                                              pixabay.com

Teorias e alegorias, fé e ciência, método e crença — tudo se mesclava e, ao longo da história e da trajetória humana, também se negava, se digladiava por razões de experimentos e de sentimento, conforme o entorno e os tempos.

Estruturas, proselitismos e ativismos erguiam-se e ruíam...

Acaso e criacionismo — na dependência de Deus, Javé, o Eterno Criador de todas as coisas — inclusive o bóson e tudo mais que se concebe como surgido ao acaso: convulsões cósmicas, dependências e consequências do Big Bang, que abriram novas comportas e horizontes.

Tudo como que reportando, em última instância, às ciências que ainda se apoiam no acaso — dízima periódica do mistério.

    ,
                                                                           

                                                                                             doutor matemático -blogger

..Certo é que, do inusitado — nos reinos do natural e do animal — abrolharia a racionalidade:

Obra de extensa, variadíssima e sapientíssima cadeia de dependências — organizadas, esquematizadas — seja pelo acaso, seja por princípios do Todo-Poderoso, presentes da determinação de se reproduzir a vontade:

Semelhança de jornadas e aprendizados — das ciências — na dependência...

Fato que se enovela, se desenrola, reverbera — nos umbigos da história — advento fatal e suas sequelas:

O pomo de Adão — o fruto proibido — algo entalado, mal digerido, incrustado e entranhado, das ciências do bem e do mal, na desobediência e no despreparo...

Nó, gema, secção — de rama que brota, rebrota — e de aléias que se espalham pela Terra:

O germe da civilização.

E o Jardim — que, de imaginação, se reporta — suspenso.

O Espírito, que pairava sobre as águas, soprava o caldo: a sopa primordial.

O vento e os elementos, moléculas e átomos,

No limo e no imo do tempo — fermento e vento —

No advento que aglutina, ancora,

De partículas e elementos que amoldam formas e detritos,

Do choque dos atritos —

Do Big Bang, calor e luz,

Das algas e da clorofila,

Dos reinos, da composição da matéria,

Em que circula a seiva, o sangue, a água —

Nos circuitos da vida:

Por tecidos, texturas e fibras,

Por corixos, em regatos, riachos, lagoas, lagos, fontes,

Em mares e oceanos,

Em rios —

Confluências de rios:

No Éden.

                                                                  
                                                                                        enoestilo.com.br                                       
                             

Umbigo da história e trajetória do homem —

De germe, no glúten e no cerne das epidermes, do tecido social — em civilização.

Fábula...? Parábola...? Quadros da história...? Ciência...? Sapiências do acaso...?

Na origem e no ocaso — na história e trajetória —

De sopro e caldo, de sopa e barro,

Na roda em que se amolda a forma —

De torno e de contornos,
De água, de ar, de fogo,
Do verbo e dos advérbios,
Do caos e do acaso —

Em que tudo se organiza,
Se esquematiza em esferas, atmosferas,

De sul e norte,
Consortes,
Dualidades que imantam a bússola,
O timão e o capitão,
A rota, os movimentos e os adventos,

Na rosa dos ventos.                     
                                                                          

     Abrolha, pelado e inusitado, da diversidade, o inusitado. Eclode em purezas de inocência e contextos de obediência: à racionalidade.

O free, a liberdade — e, nos limites da racionalidade, um “não” peremptório: de eventos e adventos na roda do tempo e do livre-arbítrio de escolhas, transitórias. Mas... a tentação: de burlar o “não”, de violar o veto, o proibido e mal compreendido, saltar etapas, colar na prova, obter salvo-conduto, nota, boa nova, diploma e broma — anteparo dos despreparos: a jornada.

A dualidade — no sopro, no calor, no som e no verbo — que formula, na diversidade, o paradoxo: binária composição de conteúdo, expressão e movimento. Antípodas que se atraem e repelem, que se tocam e se misturam — expressões do todo e da expansão, da forma e da obra...

O milagre em que a vida abrolha.

E outro milagre mais — para desconforto de estudiosos da ciência e do método: com o que, e para a glória dos homens, escarafuncha-se. Pois Deus oculta.

E só de natural pipeta — ou cartola de fé e sentimento verdadeiro — se traduz o milagre: formulado de sopro e som, a Palavra que abarca.

Eclode, brota, desponta, emerge — incorporada de luz e trevas, de antípodas que se tocam e se misturam.

Como bocado comido às pressas, mal digerido, engasgado e entalado na garganta de Adão — e seu pomo — da concórdia e da discórdia: a racionalidade.

Premissas de ciência, crença de um caldo primordial — a sopa original — a reprodução binária de origens não destoaria do Éden: da forma, do barro, do ser pelado, binário e extraordinário, onde abrolha a racionalidade e, separado em gêneros, por cissiparidade...

Aventaria-se — em substratos relatos — a existência de Lilith, a primeira mulher de Adão, sobre a face da Terra. Curiosamente, relatam que encarnava ciência e má natureza — em contraste à boa natureza de Adão.

Mas Lilith, mesmo separada — embora não se entendessem — decaiu em apatia, desânimo, tristeza...

Fez-se então, por ciências do Alto, que caísse Adão em profundo sono. E, de sua costela e forma, projetou-se, amoldando-se Eva — e assim como de Adão, a índole: de boa e profícua natureza.

A tentação — e, das ciências, a rebeldia — já despontada, projetada de anjos e Lilith, pela boca da serpente: o apetite do fruto apetecível dos inconformismos.

A desobediência — premida de curiosidades.

Nesse caso, de acasos da diversidade, projeções, ilusões: sede de conhecimento e despreparo de concepções.

A prova — e a cola.

O diploma — sem lastro de passo a passo, de caminhada e jornada.                                                                                                       pinterest
                                                                                                                           
                                                                                                                                 
                                                                                   
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   A tentação do atalho e da posse —

Passo precipitado,

Em descompassos de conhecimentos e discernimento,

De posse — e sob posse — de saber e ignorância,

Em alternâncias, em mistura, em inconstâncias,

De domínio e predomínios,

De ciências e consequências...

O bem e o mal — de mãos dadas, entrelaçadas na estrada —

E a tentação, semeando por espaços e terraços da grande torre,

A imensa torre da civilização —

Umbigo e nó da história e trajetória do homem —

Que se encontra, ainda, no Éden:

De ciências e prevalências,

De tentação de serpente, na desobediência —

E nas consequências danosas, desastrosas,

De aprendizados mal ajambrados,

De usos e aplicações que exigiriam conserto —

(E também com "c", para a carne e o espírito...)

Artes de Esculápio — ou, se preferires, Asclépio —

A serpente no bastão... que coisa.

Enquanto — e porquanto — se espera

O justo, o salvador:

De pátrias, de humanidade, de almas —

Perdidas, combalidas de desejo frustrado,

Presas ao medo — interno e externo —

À espera da vinda (ou da volta)

Do Mashiach do judaísmo,

Ou do Messias do cristianismo.

Para que conserte — e dê concerto — à face da Terra.

Para que estabeleça o Justo.

Enquanto, e porquanto, se espera —

De épocas, de tempos, que se comportam na Terra,

Que vingue, brote, se desenvolva, cresça —

E se estabeleça —

Da semente outrora espargida,

E de exemplos regada,

Por percalços e cadafalsos —

Ao custo da própria vida cultivada —

Para que, de tempo e advento,

De porta que se abra —

De comporta —

Floresça.

Frutifique.

Estabeleça o Justo.                                                                      
                                                                                                           

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A ciência e a crença,
O método e o dogma —
Paralelos, discordantes, irrefutáveis —

De buscas e rebuscas,
De incessante procura pela prevalência da verdade:

A interpretação das leis,
Da mecânica universal,
Subordinadas a princípios,
Pilares da criação —

Pater, Mater
Originados de Deus... ou do acaso.

Certo é que,
Seja de Deus ou dos acasos em sua diversidade,
Fosse o DNA do método buscado,
Embora — no acaso — se achassem apenas resquícios, traços...

Em Deus, porém,
A bateria de probabilidades
Seria vencida a cem por cento.

Encontrar-se-ia Deus em tudo,
Em toda parte da criação e dos reinos.

Encontrar-se-ia a memória — toda ela —
Não só fragmentos ou resquícios.

Encontrar-se-ia o sentimento, os instintos,
A racionalidade, a ética, o amor,
A misericórdia e a sabedoria —

De tudo, na imensa obra,
Inclusive: o tempo e o movimento,
A rosa dos ventos,
As conjunções, convulsões, revoluções —
E o próprio acaso.


A ordem no caos,
A ordenação e o equilíbrio:

O prumo,
A linha e o nível,
A balança de precisão em que a ciência se ancora —

Nas obras, inovações e descobertas do homem em civilização.

Princípios que se abalizam em ética,
Valores morais,
No amálgama de nações e povos.

E quanto maior a sintonia,
A fidedignidade, os propósitos, a cultura
Na correlação dos povos com o Princípio —

Maior a satisfação,
A segurança,
A confiança,
A abrangência de estabilidade.


Ciência, fé, método, crença —
E as convergências de necessidades do Justo:

Comportamentos,
Medidas,
Sentimentos,
Provimentos,
Atitudes...

Princípio que aglutina,
Que dirime,
Que faz convergir diferenças em torno do bem comum —

Propósito que atenda a todos.

Encontram-se presentes nas leis,
Na mecânica universal,
Nos princípios da natureza,
Na obra da Criação.


O bem e o mal,
O advento fatal:

Conhecimento e ignorância
No despreparo e na inconstância do ser humano.

Na dependência do Justo,
Do sentimento,
Do discernimento das escolhas
Na estrada e na jornada:

De apreensões e descartes,
De sementes e searas,

De construção interior,
E de cultivos.

Porque, de jornada e meta,
De interior construção e civilização —

O Justo é condição,
É interação em sociedade.

Porquanto o bem e o mal,
A gestão,
O conhecimento e a ignorância,
Na inconstância —

Do norte, das serpentes,
Das peçonhas —
É que se extrai o antídoto.

No altar e na pira,
Onde o ego não se torna deus.

Entre muralhas,
No pátio —
E no cavalo de Troia —

Evita-se, rejeita-se, ignora-se:

Os sussurros,
Os apelos da tentação,
Os subornos,
As propinas,
Os desvios,
Os atalhos,
As ciladas —

Por entre as encruzilhadas dos caminhos...

E do destino.    
                                                                      

                                                                                                        istockfhoto.com
  

De advento fatal e conhecimento mal adquirido,
Em momentos de despreparo e mal digerido,
De ciências do bem e do mal,
De psique e estágios do ser humano na obra da criação —
Esteriorizada na obra de suas mãos e na estrada,
Embasada em instintos, interesses da racionalidade,
No embate interno, nos despreparos e na torre interior —
Por altares de egos, em que toda aquela gente convergia:
Por caminhos, descaminhos e destinos,
Atraídos para a grande, imensa torre que se erigia, crescia,
Tomava forma, subia,
Com o intuito de atingir os céus...
E de todo aquele rescaldo de diversidade à volta da torre,
Aglutinado, amontoado,
À procura de espaço e razão,
Brotariam questões, senões, crenças e divergências —
Em torno, e no escopo, de esteriorizados,
Em diversidade coletivizada de internas torres,
Em embates de formação na diversidade,
Sob a demanda de interesses e necessidades,
Sob o prisma do domínio da força,
Onde prepondera a crença.

Da confluência de rios, memórias...
Jardins suspensos...
O tempo que se estenderia:
Acádio, Assírio, Babilônico...
Numa epopeia de Gilgamesh em busca da eternidade,
Sob a interação e domínio de deuses e semideuses,
Em cismares do homem sobre si mesmo e o meio,
Sobre a imensa e viva obra que ao infinito se estendia,
Propagava-se em diversidade, na qual se encontrava inserido...

E, em cismares de homem e meio e de permeio,
Interações, contemplações
Da grande, imensa, colossal —
(Palavras não abarcam) —
Obra da criação,
Da diversidade de representações da divindade,
Eleitas manifestações,
Mecanismos de transformações e conformações
Dos elementos da matéria.

Um homem foi mais longe, ousou, percrustou,
De profundo a pano de fundo,
Da história, da memória, do sentir e existir,
De momentos e fundamentos da semente que brota da terra,
Regada, iluminada,
De rama que se expande, abriga, floresce,
Do fruto que sacia,
Da semente de volta,
Ninho, rama e bico,
Que se aninha, abriga, choca, rebrota —
Na ida e volta, de noite e dia,
De estações no tempo,
Fundamentos do eterno retorno,
De princípio e fim:

Encontrara Deus,
O princípio criador, divino, sagrado —
(Palavras não abarcam) —
E com Ele, a ética...
Com a ética, princípios elevados,
Valores que norteiam o caminho,
A vereda do justo...


                                                                  medium.com


Encontrara a fé e, com ela, o horizonte, a determinação e a coragem...
Revelara-se de busca e rota, propósito e certeza,
De natureza interior que exterioriza o norte,
Lançada à sorte, de albores da fé aspergida, semeada em terra fértil, prometida,
Que mana leite e mel,
Controlado, dominado o fel de agruras da jornada,
De procuras em que se procura...

O princípio e a ética, valores elevados e a lei...
Do alto, em pedra gravada, que desce o monte para discernir, iluminar, orientar a rota
Em meio a turbulências e despreparo interno —
De ciências, conhecimentos e experimentos de bem e mal, de escolhas, de condutas...
Há que, em tábuas da alma, se grave
A condição do justo...
Da justa herança do pai, a discórdia dos filhos,
Na partilha da terra, de meios, do pão e da liberdade,
Do conhecimento e discernimento,
De conclusão e escolhas...

“Deus sabe que no dia em que dele comerdes,
Então vossos olhos serão abertos,
E sereis como deuses,
Conhecendo o bem e o mal...”

Ó diáspora da inocência, em que a malícia despertada de ciências entronizara a astúcia,
De argúcias a desconfiança...
Ó batalha interna, em que de todos espraia
O fruto mal repartido e dividido...
Experimentara a condição de forte,
O poder, a glória, a pompa, o domínio, a imposição,
E o gosto amargo da sujeição...
Sorvera o prazer e a dor, o riso e o pranto,
A abundância e a penúria,
A fealdade, a formosura,
Bonança e agruras...
Na estrada, de claridades obtivera nuances de horizontes,
O flash dos profetas, o alerta dos atalaias,
Reprimendas e alento,
O fomento e a esperança,
A boa nova... e a prova...

Dentre razões de insano e tacões de tirano,
Abrolhou-se, da gestão, o justo,
De princípios e razões que não se manteram,
Sustentara-se de exemplos e fomento para toda a terra...
Recaíra logo, de pronto,
Retroagira de conceitos e preceitos,
A nação dividida, sob tropeços, percalços de gestão e dominação de impérios.

De tudo provara, experimentara,
Da força bruta e da conduta,
Suplantação colossal:
O forte pelo fraco e pequenino,
Imbuído de valores e fé,
Dominação e sujeição...

Então, e sob o tacão da época, de império e tempo,
A boa nova... e a prova que adviria...
Em boa parte da terra,
Amor em ódio transmutaria,
Perdão em vingança,
Discriminação, perseguição e guerra,
Dividir-se-ia,
De momentos o tempo...

Quem era, quem foi e como era aquele homem,
Em essência, em estatura, seus feitos, palavras e atitudes...
Em ciências do bem e do mal...
Repercussões...
Perguntas, indagações, dúvidas...
E o medo delas...
De se romper a linha tênue da fé,
Perder-se o foco,
De púlpitos e sacristias,
Fomento...
Descambar por heresias...

Poderia abrolhar-se,
Do patriciado romano, senhor de escravos e amo no tempo e momentos,
Engendrar, de humilde figura,
Pompa e triunfal glória,
Sobre cria de jumento...
Oferecer-se de outra face e sermão da montanha...

Constantino... e Paulo, Saulo de Tarso,
Quem seria?
Como desenvolvera-se e teria sido?
Que tamanho argumento transpassasse o tempo,
Que elaborasse, lograsse,
Que cooptasse, não obstante escória e povo pobre,
Todo um império e vasto mundo de gentes,
De toda a casta, reinados, cortes e governanças...?

Qual, quais, o quanto de possibilidades, distorções,
Customizações de concílios na história e trajetória,
Revestiriam-se, em torno de um propósito,
Homens de momentânea infalibilidade...?

Resistiria a tradição oral de um povo na história,
A diversidade natural e propensões tendenciosas,
Em meio ao povo e relatos repassados por milênios,
Sob dispêndio,
Ao longo da história,
De bens e própria vida...

Veleidades de texto em que o imperfeito tateia...
Ó racionalidade que abrolha em meio à diversidade:
O que buscas?
O que procuras?
Que espécie de cura?
Em que te escoras,
No badalo das horas,
A que te proponhas rabiscar em pedra,
Quimeras e sonhos...
Gravar, eternizar efêmeros,
Passagem e destino...

Queres ser como Deus, eterno e todo-poderoso,
Todavia, por muitas vias,
Não sois magnânimo, generoso...
Tampouco obra sua, em que traçastes e com princípios não alicerçastes,
Optaste pelo meio-termo,
Assim como escopo que a sustentasse: altos valores...
Erigistes altar no ego e de oferendas,
Curvastes à lisonja...
Não reconhecestes tua semelhança, em demais,
Do princípio e pai, que aglutina, dirime e dá sentido,
Em mútua servidão na diversidade,
Que é amálgama de comum propósito,
De estabilidade à diversidade,
De convergências e sustentação do todo,
Para com o todo e o bem comum...

Escravizaste o vencido, submeteste de vontade e liberdades,
Razões e opiniões em cativeiro,
Conquanto dobrara-se a divindades,
Ofertara a espera de lucro gordo, de retorno e estorno,
De eleitos o favoritismo,
Pompa, poder e glória,
Um nome egrégio na história,
Regado a privilégios...

Vieram guerras, pelo domínio e posses da terra,
De almas, meios e mercados,
Em que o suor destila riquezas
Em poucas, limitadas e abastadas mesas...

Burguesia que da servidão aflora,
De talentos e capacidades de ser humano,
Que não escolhe cor, crença, extratos e raça,
Brota, sai de latifúndios para o empreendimento e comércio de grandes cidades...

Paradoxo, veleidades de ser humano,
Que de rescaldo desumano, noite e dia,
Explorado por aristocracia afeita a privilégios da corte e trono,
De pompa e luxo de custeios,
Que emanam do suor alheio, o dia inteiro,
Do trabalho de meeiros via latifúndio,
De onde brotaria, germinaria a burguesia...



Seres humanos, enfim, por fim,
Independente das configurações,
O explorado que, por cima, dá a volta, contorna males, retorna —
De explorado em explorador se torna,
E impiedoso com seus irmãos, em diversidade e adversidade.

Outrora em latifúndios,
Não empreendedores de espírito,
Mas complemento de gleba arrendada, sonho seu e mão de obra,
Pior ainda quando se desdobra em empreendimentos e sonhos
Que extrapolam a gleba e o latifúndio,
De história e condição inglória,
Escalada e vitória em pináculos da glória,
Sociedade e diversidade...

Enaltecido, reconhecido,
De fatores e salvo-conduto: o lucro,
Meios e barato custeio —
O suor da mão de obra, complemento de empreendimento,
Que remonta ao latifúndio e ao sonho seu,
Que realizara e extrapola a condição de burguês, topo do mundo...

E que negará à conquista, à correspondente escalação e benefícios,
Como a mão de obra que, em quase nada,
De conjunto escalara, acompanhara,
Que de muros e limites do latifúndio transpuzesse,
Embora, de servidão e sonho, o acompanhasse,
De fatores e salvo-conduto não reconhecido,
Para metas e sucesso que não o lucro,
E de permeios e baixo custeio — o seu,
Do ex-semelhante e companheiro de servidão,
Infortúnio e latifúndio.


                                                          Blog do Chiquinho Dornas



E de estradas no tempo e adventos,
Aconteceria, e empoderada, a natureza humana,
Outrora em servidão, adviria
Consórcios e compadríos com o antigo explorador,
A aristocracia de privilégios transmutada
Em altos escalões de burocracia e poder público.

Tomara o mercado, a usura e o poder público,
As leis da oferta e da procura para seu próprio interesse,
Manipulara insumos e rumos,
De mercado, pecados e crimes contra o segmento
De consumo interno das classes populares, à deriva,
Sem estoques reguladores, desprovidas de alternativas,
À mercê de tormentas, rumores e dissabores,
Cotações em dólar e mercado externo,
Que não abranje e não faça frente
A remunerações e à mão de obra...

                                                         blogpalavrasdiversas

Descompasso, desequilíbrio nosso, interno,
De seres humanos em tratos com o semelhante, o meio, a coisa pública.
E queremos ser Deus,
Submeter a Sua obra, destroná-lo de toda parte,
Encontrá-lo em nós, de altar e ego, para servirmo-nos.

Ansiamos por conhecimento que se nos traduza
Em poder absoluto, ilimitado...
Ó torre essa, de nós espraiada, que erigimos,
De caminhos para atingir os céus —
E perdemo-nos a meio do caminho,
Extraviados de nós mesmos, de essência, de escolhas e gestão,
Em despreparo de ciências...

Ó contraste, cópia imperfeita que evola de todos nós,
De caminhadas por estradas: a civilização...

Ó interna disputa e lutas,
Em que se espraia a violência, a dor, o sofrimento, a guerra, o desequilíbrio —
O céu e o inferno, contraste interno,
Que noite e dia evola, emerge de esboço e sombra
Em bacia de almas, o reflexo mágico, convexo,
Em espelho de fotografias: Narciso...

             imensidao-oculta.blogspot.com


Ó Deus, até quando deverei esperar o Messias,
Para fazer o que não faço,
Livrar-me dos embaraços,
Resolver a medida e o traço
Para a edificação da obra que soçobra?

Um salvador de minh’alma, de rumos e pátria...
Morra por mim, para que eu viva,
Doe-se, por minha avareza, em sacrifício...

Ó Deus, onde foi que se perdeu,
Corrompeu-se a chama que inflama o peito meu?
Ensina-me Tuas veredas, ó Justo,
Para que eu percorra e não morra na praia
Onde se espraia o sonho meu...