quinta-feira, 25 de junho de 2026

 


  Sendo trabalhado..                                                    


Poço do Progresso

Poço do riacho de gorgeios e coaxos,
de sopros de vida.

Poço das tardes de folguedos,
da alegria de meninos.

Poço de lambaris,
dos bagres e das  traíras,
das tardes com pescaria.

Poço de muriçocas e ratos
de baratas do esgoto
do odor de pestilência
da favela e doenças.

poço de dejetos em trajeto
de cestóides e nematódeos
das tardes sem pescaria...

D




                                                                                    



Poço do Progresso

Poço do riacho de gorgeios e coaxos,
de sopros de vida.

Poço das tardes de folguedos,
das alegrias de meninos.


                                                                                              


Poço dos lambaris,
dos bagres e de traíras,
de tardes com pescaria.

Poço do riacho e  muriçocas, 
de ratos das baratas de esgoto
de odores da pestilência
da favela de  doenças.

Poço de dejetos em trajeto
de nematódeos e cestódeos
das tardes sem pescaria.

Poço do progresso, 
Onde a abundâncias,
sucedeu a escassez
e ao encanto o desencanto...

 



 Poço de dejetos em trajeto
 de nematódeos e cestódeos
das tardes sem pescaria.

Poço do progresso, 
Onde a abundâncias,
sucedeu a escassez
e ao encanto o desencanto.
..


                                                    


Não Mais ao Canto das Corredeiras

No canto de corredeiras
a algazarra de meninos
não mais se mistura.

remanso sem  burburinhos
sem peixes, que não escaparam 
nem dentre eles os maiores,
em leros de pescadores.

marrecos surpreendidos,
não mais voltaram...
sabiás e perequitos
sanhaços, joões de barro
sem apelação despejados

O martim-pescador,
de caniço e embornal,
para o exílio partiu
sem anistia e retorno

Latrina da sociedade
foi a pena imposta.
dejetos no trajeto e bosta
a Geni da canção do Chico
tristemente transmutado...   
                                                                                                                                               

                                                            

                                                                         




Poço do Progresso & O Silêncio das Corredeiras
I. Poço do Progresso
Poço do riacho de gorjeios e coaxos,
De puros sopros de vida.
Poço das tardes de folguedos,
Da alegria de meninos.
Poço dos lambaris,
Dos bagres e das traíras,
De tardes ricas de pescaria.
Poço de muriçocas e ratos,
Das baratas de esgoto,
Do odor da pestilência,
Da favela e das doenças.
Poço de dejetos em trajeto,
De nematódeos e cestódeos,
Das tardes sem pescaria...
Poço do progresso,
Onde à abundância
Sucedeu a escassez,
E ao encanto, o desencanto.

II. Não Mais ao Canto das Corredeiras
No canto das corredeiras,
A algazarra dos meninos
Não mais se mistura.
Remanso agora sem burburinhos,
Sem peixes — que não escaparam,
Nem mesmo os maiores,
 para um lero de pescadores.
Marrecos surpreendidos
Não mais voltaram...
Sabiás e periquitos,
Sanhaços e joões-de-barro,
Sem apelação,  despejados.
O martim-pescador,
De caniço e embornal,
Para o exílio partiu,
Sem anistia e sem retorno.
Latrina da sociedade:
Foi essa a pena imposta.
Dejetos no trajeto e bosta...
A Geni da canção do Chico,
Tristemente transmutada.


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